A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 15/02/2022

Na obra pré-modernista “Triste Fim do Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o Major Quaresma, acreditava que se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. De literetura à realidade, contudo, ao observar a desvalorização das ciências humanas no Brasil, percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e a importância da educação.

A priori, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da educação agrava essa problemática. Sob esse viés, vale ressaltar o Pacto Social do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis aos indivíduos. No entanto, é evidente que tal prerrogativa não se reverbera no Brasil, na qual, o governo tende a reduzir investimentos em áreas vitais para a evolução da sociedade, podendo atenuar o pensamento crítico da população acerca de determinadas questões. Assim, a ineficácia estatal fere os princípios propostos por Rawls e, ao mesmo tempo prejudica o ensino brasileiro.

Outrossim, é fato notório que o corte de verbas às áreas das ciências humanas acarreta um problema para todas as outras áreas do conhecimento. Sob esse enfoque, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nessa perspectiva, elucida-se a importância da ensinança para a progressão de uma sociedade, na qual, as ciências humanas além de apresentar a história evolutiva das civilizações, representa as lutas , revoltas, pensamentos e ações das gerações passadas, que de certa forma afeta direta ou indiretamente geração atual. Desse modo, não é inesperado que o Brasil, -apesar de almejar tornar-se nação desenvolvida- persista em não valorizar a ensinança de modo benevolente.

Dessarte, fica evidente a necessidade das ciências humanas para a população. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio de projetos e incentivos, reverter os cortes financeiros nessa área da educação, e por meio das mídias sociais, incentivar as pessoas sobre a importância de tal área, com a finalidade de que as mesmas busquem mais conhecimento sobre o assunto. Em vista da concretização dessas ações, o Brasil se aproximará da idealização do Policarpo.