A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 23/02/2022
No livro " A república", Platão visiona uma sociedade em que todos participam dos mesmos direito e deveres, isso inclui à plenitude do acesso à educação e ao conhecimento. No entanto, muitas vezes, esse conhecimento é barrado por uma desvalorização sistemática, principalmente, voltada para as ciências humanas no Brasil. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário avaliar os fatores que favorecem esse cenário.
Cabe pontuar, de início, que o depreciamento das ciências que estudam as relações humanas e socias, além da história de um povo, advém de uma ainda tímida atuação das gestões estatais no que tange mecanismos para deter essa problemática. Nesse sentido, segundo Betinho, sociologo brasileiro, um país não muda apenas pela sua economia ou política, mas também pela sua cultura e ciência. Dessa maneira, em muitos casos, o pífio incentivo do Estado, no intuito de valorizar o conhecimento relacionado ao estudo da sociedade, relações interpessoais e memória de um povo, fomenta a perda de um direito social. Consequentemente, cresce progessivamente o “anafabetismo intelectual” da população.
Ademais, outro fator que favorece esse descrédito das ciências humanas é a “preguiça intelectual”, ou seja, o negligenciamento da busca dessa consciência educacional. Nessa conjuntura, de acordo com Sergio Pedroso, linguista brasileiro, um povo que não têm raizes acaba se perdendo na multidão. Dessa forma, um sentimento de inferioridade brasileira, perante outros povos é marcante, devido a essa falta de conhecimento sobre a própria história e força da nação. Como consequência, a manutenção desse complexo de “vira-lata”.
Em suma, tanto o estado quanto a sociedade são responsáveis por essa desvalorização das ciências humanas. Assim, torna-se necessário o engajamento governamental em campanhas nacionais midiáticas sobre a importância de valorizar esse estudo, gerando o sentimento social que levará a plenitude visionada por platão.