A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 24/02/2022

A série de quadros “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, retrata claramente o espanto a algo, representado na figura andrógina das obras. Nesse contexto, pode ser compreendido como uma descrição metafórica contrária ao que ocorre na sociedade quando se trata da desvalorização das ciências humanas no Brasil. Isso ocorre, seja pela negligência governamental ao tratar dessas disciplinas, seja pela falta de informação da população sobre a importância delas.

Nessa concepção, é válido ressaltar que o descuido do governo gera resultados. Nesse viés, a autora Betty Smith cita que a educação nos ajudará a sair da sujeira e da mediocridade. Nesse sentido, o Estado deve reconhecer a necessidade das ciências humanas para o crescimento intelectual da população, algo que está sendo deixado de lado, pois há a visão de que as exatas têm maior importância, o que não é uma verdade, visto que cada área do conhecimento tem a sua própria função para o funcionamento da sociedade.

Outrossim, é importante salientar que a desinformação do povo é algo a ser pontuado. Nessa lógica, o escritor e palestrante Mário Sérgio Cortella diz que não basta ter informação, é preciso saber o que fazer com ela. À luz dessa perspectiva, é notória a falta de conhecimento dos brasileiros, uma vez que muitos veem como algo positivo essa desvalorização das ciências humanas no país; um pensamento que é improrrogável a mudança.

Fica evidente, portanto, que, diante dos desafios supramencionados, são necessárias medidas operantes. Para isso, compete ao Ministério da Educação, juntamente com a mídia, publicitar campanhas sobre as ciências humanas na sociedade. Essa aplicação deve ser feita em escolas e redes sociais, mostrando a indispensabilidade dessas disciplinas na vida de cada cidadão, a fim de que isso sirva como fonte de conhecimento e transformação das ideias da população para que haja uma mudança notável na educação brasileira.