A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 24/02/2022
De acordo com o filósofo grego, Sócrates, para que o indivíduo possa fazer parte da sociedade, primeiro ele tem que conhecer a si mesmo, tanto em corpo quanto em mente. Esse autoconhecimento pode ser proporcionado, principalmente, pelas ciências que estudam os corportamentos humanos e suas relações com o meio, por exemplo, Sociologia e Filosofia. Porém, no contexto atual, essas disciplinas são desvalorizadas no Brasil, o que prejudica a formação de cidadãos conscientes e com visão crítica diante da sociedade brasileira.
Primeiramente, vale ressaltar a importância de cidadãos capazes de enxergar a verdade nas situações em que a sua sociedade está inserida, pois, a partir deles que serão moldadas as decisões capazes de orientar a nação. Porém, essa capacidade está reservada àqueles que possuem certo domínio sobre as ciências que explicam o funcionamento do meio ao seu redor. O filósofo Platão determinou isso através do Mito da Caverna, em que os indivíduos não buscadores da verdade mantém-se alienados e presos aos ideais que lhes são mostrados por meio de sombras. Apesar das ciências da natureza terem sua importância no desenvolvi-mento do homem e do seu lugar no mundo, são as disciplinas voltadas para o ser humano enquanto indivíduo social que constroem o caráter e a visão crítica dos cidadãos.
Entretanto, com a falta de investimentos na área de humanas em instituições de ensino, os brasileiros que se formarem através desses métodos serão menos críticos e mais sujeitos à manipulação, assim como na Idade Antiga, com a política de pão e circo instaurada durante a república romana. Dessa forma, segundo o sociólogo Max Weber, as ações dos indivíduos que detém o conhecimento necessário são capazes de influenciar o todo, ou seja, fazer com que a sociedade pense ao seu favor e não tenha capacidade de argumentar contra.
Diante disso, é evidente a importância da valorização e do investimento nas ciências humanas nas grades escolares do Brasil, incluindo cursos de ensino superior. Tais investimentos devem ser feitos pelo Estado com auxílio do Ministério da Educação. Dessa forma, será feita uma nova geração de brasileiros críticos e com a capacidade de participar de forma consciente das decisões da nação.