A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 20/03/2022
Platão. Sócrates. Aristóteles. Tales de Mileto. Todos esses importantes nomes históricos para as Ciências Humanas. Entretanto, apesar de possuir pensadores fundamentais, a área vem perdendo sua força há alguns anos. Com a implementação do novo Ensino Médio, a presença das matérias de humanas nos vestibulares decai cada vez mais. Sendo assim, vale analisar quais são as principais consequências dessa ação na vida dos alunos e dos professores.
A priori, deve-se compreender como a desvalorização das Ciências Humanas afeta na vida do estudante, especialmente naqueles que querem seguir áreas correspondentes. Isso acontece porque esses alunos não possuirão acesso a tais conteúdos, prejudicando, assim, a descoberta de uma possível nova paixão. Tal fato pode ser fundamentado pela pesquisa do Ranking Universitário da Folha (RUF), o qual consta que A queda percentual no número de ingressantes da edição do RUF de 2014 para a de 2019 foi de 47% em ciências sociais e 20% em filosofia.
Por outro lado, cabe, ainda, perceber o prejuízo causado na vida dos professores, uma vez que esses terão seus empregos perdidos ou danificados. Ademais, esse decaimento também afeta a escolha de alunos que querem seguir na profissão, posto que verão seu mercado de trabalho sendo reduzido. Dentro desse cenário, essa questão já vem ocorrendo com frequência, como mostrado na pesquisa “Profissão Docente” (2018), realizada pelo Ibope Inteligência em parceria com a Conhecimento Social, na qual metade dos professores brasileiros não recomenda a própria profissão por considerá-la desvalorizada.
Portanto, o Ministério da Educação - órgão responsável pela direção educacional brasileira - deve reorganizar a grade curricular comum das escolas. Tal ação deve ocorrer por meio de políticas públicas de estímulo ao contato com matérias da área de Ciências Humanas, a fim de promover uma maior participação da sociedade nessas esferas.