A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 24/02/2022

Demócrito e Leucipo, Ambos são conhecidos por terem formulado a primeira teoria atomista. Porém, não eram cientistas, tratavam-se de dois filósofos pré-socráticos. No que tange as ciências humanas, no Brasil, elas são extremamente desvalorizadas. Isso se deve, sobretudo, ao desconhecimento da relevância das ciências humanas e ao preconceito ainda vigente no senso comum da sociedade.

Em primeira instância, a falta de compreenção a respeito da importância das ciências humanas, no país, é preocupante. Com os avanços tecnológicos que vêm surgindo na atualidade, áreas das exatas e das naturezas estão cada vez mais nos focos dos investimentos dos países, entre eles o Brasil. Isso acaba por “deixar de lado” as outras partes do conhecimento por “não trazer retorno imediato”. Todavia, o modo de sociedade que o Estado se encontra hoje, e como é administrado, é criação dessas mesmas áreas. Sem elas “não é possível entender a sociedade”, diz a cientista política Danielle Allen, professora da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Isso demonstra que mesmo sendo de extrema importância, essas ciências não são reconhecidas pelo seu devido valor.

Em consonância, os preconceitos que ainda permanecem na sociedade a respeito dessas àreas do conhecimento as prejudicam muito. Segundo o senso comum brasileiro, exatas são as que mais dão retorno financeiro para quem o pratica. Com isso, o número de pessoas e de empresas que são relacionadas as áreas de humanas vêm diminuindo cada vez mais com o passar do tempo. A ManpowerGroup, agência de emprego e de negócios, apresentou uma pesquisa sobre os índices mais baixos de contratação em 2016, e o setor que compreende o campo de atuação das ciências humanas entrou na lista dos que têm menor probabilidade de garantia de emprego. Ou seja, por conta do preconceito ainda vigente, essas áreas vem perdendo oportunidades.

Dado o exposto, é evidente que o Estado deveria manter os investimentos, nas áreas de humanas, ao invês de diminuir como no plano de 2021, pois manter o capital destinado a elas é de extrema importância para, além de melhorar as oportunidades nessas áreas, diminuir o preconceito da sociedade em cima delas, e assim, fazer surgir mais Demócritos e Leucipos.