A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 01/04/2022

“O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” disse o filósofo alemão Immanuel Kant. Em sua linha de pensamento, fica explícito que o conhecimento é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo da sociedade. Em contrapartida, na atualidade brasileira é observada uma desvalorização da educação, com foco nas ciências humanas, tal problemática se relaciona a fatores políticos de alienação e do próprio sistema educacional de modo geral.

De início, a perspectiva histórica brasileira revela que a devalorização das ciências humanas no Brasil já está presente à decadas. Durante o período conhecido como ditadura militar,que teve início em1964, uma das medidas adotadas por aqueles que comandavam os cargos políticos em questão, foi excluír as matérias de filosofia e sociologia da grade curricular. A medida foi tomada com a finalidade de criar uma geração sem pensamento crítico e reflexão, uma população alienada e manipulável.

Ademais, percebe-se que adesvalorização das ciências humanas no Brasil é um reflexo do precário desenvolvimento educacional no país. Em 2019 a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) registrou que a taxa de analfabetismo dentre individuos com 15 anos ou mais era de 6,6%. Dessa forma, concluí-se que o território nacional torna-se inóspito para o desenvolvimento ciêntifico de forma geral, pois, desde a infância, a formação geral do individuo é comprometida, de tal modo que, o interesse no conhecimento acadêmico não é fomentado.

Dado o exposto, é indispensável que o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE) atuem em campanhas publicitárias e palestras, disponíveis presencial e virtualmente com o objetivo de promover o reconhecimento de autores e obras relacionados as ciências humanas, assim a população, incluindo o público jovem, são inseridos à esse meio. Além disso, é de suma importâcia que o governo federal invista, em companhia do MEC e do CNE, nas instituições de ensino, visando tornar o ambiente escolar mais agradável, por meio de reformas nos estabelecimentos e adaptações na grade curricular dos alunos.