A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 04/03/2022
“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”, a frase do filósofo irlandês Edmund Burke, evidencia a importância do conhecimento de fatos históricos para um não cometimento dos mesmos erros. Desse modo, é imprescindível o reconhecimento e valorização do papel das ciências humanas, pelos povos. No entanto, isso não é visto no Brasil, em que há uma crescente desconsideração da área de humanas, podendo comprometer estudantes e profissionais, sem falar da ausência de representação televisiva que explore o ramo.
Primeiramente, é necessário observar as consequências do descrédito do setor de humanas às pessoas envolvidas. Por exemplo, em uma pesquisa fornecida pela agência Manpowergroup foi indicado que no ramo de serviços o grupo de humanas encontra-se com as menores ofertas de emprego. Com isso, é possível inferir uma pretensa valorização do campo de exatas, que é visto também no mundo dos vestibulares,-em que o nível das maiores notas alcançadas estão no grupo de exatas e ciências. Situação extremamente injusta, já que segundo o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire “Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes”.
Por conseguinte, não é difícil pereceber que no universo cinematográfico há muito mais obras voltadas para o enaltecimento da Matemática e da Ciência, do que da História, Geografia ou Filosofia, a exemplo dos filmes “Gênio indomável” e “Gattaca”, que falam sobre um jovem brilhante da Matemática e melhoramento genético, respectivamente.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação fazer alterações nos níveis de relevância atribuídos à área de humanas, exigindo dos vestibulares percentuais de quantificação mais justos, levando assim a uma consequente valorização no âmbito profissional. E, paralelamente o incremento de propagandas que valorizem esse campo mostrando suas vantagens, juntamente com a indicação de filmes e séries mesmo que poucos.