A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 28/02/2022
Segundo Sócrates, grande pensador da antiguidade grega, os erros são consequências da ignorância humana. Acerca disso, percebe-se que a ignorância humana é pertinente à desvalorização das ciências sociais, uma vez que essas ciências estudam as relações sociais e o mundo físico. Essa realidade se deve, principalmente à insuficiência estatal, como também ao silenciamento midiático.
A priori, vale ressaltar que a insuficiência estatal está colaborando para a permanência do quadro, ao passo que desestimula as palavras da Carta Magna. De acordo com ela, todos os indivíduos devem ter acesso às diversas áreas da cultura e do conhecimento. Todavia, com a omissão das ciências humanas no Brasil, é provado que a Constituição Federal dos Direitos Humanos não está sendo respeitada e o governo não cumpre seu papel como agente administrador dos interesses públicos. Diante tal perspectiva, é prescindivel uma intervenção dos plenos poderes da nação.
A posteriori, é fulcral pontuar que o silenciamento midiático está promovendo o impasse. Posto isso, a escritora Djamila Ribeiro aponta que, para atuar sobre um problema, é preciso tirá-lo da invisibilidade. Sob essa ótica, a falta de informação gera discrepância na resolução do abafamento das ciências humanas, o que torna os conhecimentos dessa área ausentes e os profissionais do setor vulneráveis ao descaso, tanto sua função, quanto ao declínio da aquisição salarial deles. Diante do exposto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Destarte, o Ministério da Educação, por intermédio das escolas e faculdades, deve ingressar na Base Comum Curricular brasileira, o aumento da carga horária das ciências sociais e apresentar as profissões aos discentes, como ilustrar a necessidade de professores e advogados em uma sociedade, a fim de ter um maior reconhecimento dessa área e democratização desse saber como fruto de uma nação intelectual, provando o contrário da teoria de Sócrates.