A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 06/03/2022
Como diria Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”, de maneira análoga a isso, vê-se cada vez mais a desvalorização das ciências humanas, principalmente no Brasil. Nesse contexto, destacam-se dois aspectos importantes, a falta de investimentos dos governos nessa área e o retorno não imediato na economia.
Em primeira análise, evidencia-se a redução de investimentos na área das ciências humanas, principalmente nos últimos anos, que tem como objetivo redistribuir essa verba para outras áreas. Contudo, no que se refere ao pagamento de bolsas, por exemplo, esses cursos representam apenas 1,4% dos gastos do Concelho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nota-se que os detentores do poder não querem que as massas tenham acesso a esse tipo de conhecimento, pois quanto menos informação a população tiver, melhor.
Além disso, segundo o governo federal, é preciso investir em cursos que darão retorno de fato e que iriam contribuir mais com o crescimento do país, como medicina e engenharia, ignorando totalmente a importância das ciências humanas. Segundo o positivista francês Auguste Comte, o pai da sociologia, esta é a mais importante das ciências pois engloba todos os aspectos da sociedade e deve ser estudada com métodos científicos igual a outras ciências e não apenas com senso comum.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve propor um aumento do investimento na área das ciências humanas, tanto no ensino superior, quanto no ensino médio, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Isso resultaria em uma educação mais qualificada, com reflexos positivos em todos os setores da sociedade, levando ao desenvolvimento do País como um todo.