A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 04/03/2022

Segundo o sociólogo Auguste Comte “não se conhece completamente uma ciência enquanto não se souber da sua história”. O surgimento das ciências humanas se deu após a segunda fase da Revolução Industrial, assim sendo o ser humano o principal objeto de estudo. Todavia, o contempto das ciências humanas no Brasil são resultantes em obstáculos econômicos e sociais como o desemprego e a discrepância salarial em relação às outras ciências e também os entraves sofridos pelo indivíduo ao participar da sociedade quanto cidadão.

Em primeiro plano, vale frisar a importância das humanidades quanto ciência, pois a partir desta o homem é apto a compreender a realidade à sua volta. Porém, as ciências humanas ficam em segundo plano quando comparadas às outras ciências. Ademais, em pesquisa realizada pelo IDados, cerca de 40% dos jovens com ensino superior não têm emprego qualificado no Brasil, como a jovem Camila Striato Martinez, formada em história, em que diz ser frustrante fazer um curso durante quatro anos e não ter reconhecimento e retorno na área trabalho. Além disso, a redução de investimentos para esta área a torna mais suscetível à desvalorização social e profissional.

Visto que, as ciências humanas atuam como fonte necessária para a construção de uma sociedade democrática, é de nítida proeminência para o coletivo. De acordo com a professora Danielle Allen em entrevista para BBC News, “são essas áreas de conhecimento que inventaram a democracia e permitiram não só criá-la mas admistrá-la. Nos esquecemos de como administrar uma democracia se não investirmos nestas áreas de conhecimento”. Também é importante salientar a repreensão às ciências humanas, como ocorreu durante a Ditadura Militar no Brasil, em que no ano de 1972 a filosofia foi substituída por conteúdos ideológicos cívicos e morais.

Portanto, a fito de uma sociedade equitativa e leal aos seus interesses, deve ser feito projetos e elaboração de leis por meio do Ideb e da Assembleia Legislativa, como a fabulação de campanhas que incluam de forma relevante as áreas das humanidades na educação e no mercado de trabalho, auxiliando na economia e na formação de um pensamento crítico e democrático para o público brasileiro.