A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 04/03/2022
Em “Admirável mundo novo” livro escrito por Aldous Huxley traz uma distopia de uma sociedade alienada que se deve principalmente a exaltação de ciências biológicas e exatas, e a extinção das humanas com enfase na literatura e na filosofia impossibilitando assim o pensamento reflexivo. Nesse sentido a capacidade de um individuo de questionar, compreender sua história o lugar em que vive, é de necessidade básica para o desenvolvimento de sua essência critica como ser humano. Assim observa-se o principal efeito do desaparecimento desses conteúdos: a perda do pensamento crítico e compreensão do ambiente em que vive.
Em primeira análise, desde os primórdios da humanidade a necessidade da compreensão da complexidade humana e do seu ambiente são importantes para instigar o pensamento, como dizia o filósofo, físico e matemático René Descarte em uma de suas frases ilustres “Penso, logo existo” a condição de existência do humano vem atrelada com seus pensamentos e questionamentos, o que o possibilita de sua identidade.
Cabe mencionar, em segunda análise, as ciências humanas estarem intimamente conectadas com políticas publicas, saúde, educação, igualdade de gênero, direitos sociais, sendo fundamentais para a construção de um país democrático e desenvolvido já sendo essas ciências estudadas muito antes por grandes nomes como Pitágoras, Charles Darwin e Francis Bacon, que viram no estudo das ciências humanas seu valor para a construção de um conhecimento mais aprofundando e crítico.
Infere-se, portanto, que o estudo e compreensão das ciências humanas é indispensável, sendo relacionada com o desenvolvimento social e pessoal humano. Desse modo, é tanto por ação do MEC que por meio de olimpíadas e valorização dessas ciências em vestibulares tanto por ação de universidades oferecerem interdisciplinaridade em seus currículos, para dessa forma prezar pelo estudo dessas. Assim, compreende-se que no futuro se observaria uma sociedade mais distante da compreendida em “Admirável mundo novo”.