A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 23/04/2022

De acordo com a Unidesc, centro universitário em Goiás, “Ciências Humanas é um setor que engloba características de inúmeros ramos do conhecimento, criando teorias profundas, complexas e de grande relevância para a sociedade”. Desse modo, as ciências humanas tem como objeto de estudo principal o ser humano e todos os seus aspectos socias, enquanto no Brasil há uma desvalorização da mesma. Nesse viés, é importante analisar o desinteresse político no invenstimento das ciências e a “migração de cérebros”.

Nessa persectiva, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Desde 2015, o orçamento disponível para a área Cientifica tem sofrido uma queda vertiginosa. A proposta orçamentária para o MCTI em 2021 é 34% menor do que em 2020. Sob essa ótica, a desinformação e o negacionismo científico no Brasil extrapolam o discurso, são propagados por autoridades e orgãos de governo que cortam verbas públicas para o desenvolvimento científico do país. Consequentemente, a política da desvalorização das ciências sociais revela uma falta de vontade política e uma falta de visão em relação ao papel da ciência de gerar bem-estar e riquezas para sociedade.

Além disso, a falta de incentivo acaba por mostrar suas consequências, como, por exemplo, a migração de cérebros. Dessa forma, considerando que o Artigo 218 da Constituição Federal de 1988 estabelece o desenvolvimento científico como prioritário, entretanto, o país vem perdendo cientistas e criações que poderiam gerar grandes desenvolvimentos ao país pela grande desvalorização governamental. Logo, enquanto não existir preocupação com essa área, os profissionais dotados de um alto conhecimento, migram para países como os Estados Unidos, que patrocinam e valorizam esses indivíduos.

Urge, portanto, que cabe ao MCTI , junto ao Governo Federal, por meio da equidade da distribuição de renda entre Ministérios, desconcentrar a renda estatal de certos órgãos, como da Câmara de Deputados e do Poder Judiciário, para que essa verba possa ser destinada a novos projetos e, assim, valorizar os cientistas nacionais, por conseguinte, evitar a migração de cérebros com patrocínios aos cientistas. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido.