A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 10/03/2022
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. Entretanto, no que concerne à questão da desvalorização da ciências humanas no Brasil, verifica-se uma lacuna na manutenção dos Direitos Humanos, o que configura um grave problema. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um obstáculo, em virtude da ineficiência estatal e da base educacional.
Em primeira análise, a má atuação governamental em promover políticas públicas que valorizem essa importante área do conhecimento, mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Visto que, os recentes cortes financeiros sofridos pelas faculdades de ciências humanas, dificultam ainda mais o financiamento de pesquisas, que contribuem para a construção de uma sociedade melhor. Esse cenário é antagônico ao pensamento do filósofo Thomas Hobbes, segundo ele, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, todavia, isso não ocorre nas terras tupiniquins. Desse modo, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal.
Outrossim, a questão da base educacional mostra-se um impasse para a superação da problemática. Conforme o pensamento de Kant, o ser humano é o resultado da educação que teve. Sendo assim, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange à desvalorização das ciências sociais, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo ao ambiente escolar conteúdos que ajam na resolução da questão. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, convém que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro. Como a solução, o MEC, em conjunto com o poder público, deve promover maiores investimentos às áreas de conhecimento social, a fim de estimular a produção cient