A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 02/05/2022

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações

sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no século XX. De maneira análoga a isso, a desvalorização das Ciências Humanas no Brasil, que vem se tornando cada vez mais frequente neste século. Nesse prisma,

destacam-se dois aspectos importantes: o porquê dessa desvalorização e o que a carência de conhecimento nessas disciplinas acarretam na nossa sociedade.

Em uma análise inicial, é imprescindível ressaltar que muito dessa desvaloriza-

ção das Ciências Humanas no Brasil, se deve ao fato que o sistema capitalista obriga as pessoas a trabalharem e não a pensar.Sob essa óptica, é importante en-

tender que quanto mais tempo as pessoas trabalham, menos tempo levam para refletir o quanto estão sendo sufocadas pelos seus ofícios. Dessa forma, fica evi-

dente que a desvalorização dessa área de conhecimento não agrega em nada a classe trabalhadora.

Além disso, é notório que a falta de conhecimento nessas disciplinas trazem

inúmeros malefícios para sociedade, como a falta da capacidade de refletir e o forte potencial de alienação do indivíduo. Partindo desse pressuposto, esse cená-

rio corrobora com o pensamento “A única certeza que podemos ter é a incerteza” defendido por Bauman, já que a populção menospreza as Ciências Humanas, des-

conhecendo totalmente as suas virtudes. Consoante a isso, é evidente o descaso da sociedade em relção a esses conhecimentos, principalmente quando são com-

paradas com as Ciências Exatas, que são tão importantes quanto.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a desva-

lorização das Ciências Humanas no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Estado, fazer

políticas públicas que levem a sociedade refletir a importância dessas disciplinas, por meio de campanhas de publicidade, a fim de fazer com que a populção pos-

sua uma maior capacidade de reflexão e sabedoria. Somente assim, a sociedade se tornará mais harmônica e virtuosa, evitando conexões superficiais e fugindo assim da modernidade líquida.