A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 12/03/2022
A constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu sexto artigo o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando observamos a desvalorização das ciências humanas no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em um primeira análise, deve-se ressaltar a falta de medidas governamentais para combater a falta de educação. Nesse sentido, temos por consequência a desvalorização das ciências humanas e por conseguinte, o esquecimento do passado. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadão desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente em nosso país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de empregos na área como impulsionador da desvalorização das ciências humanas. Segundo o tuíter do presidente, Jair Bolsonaro, o dinheiro do contribuinte deveria se concentrar em “áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como veterinária, engenharia e medicina”. Diante de tal exposto, é notório que esses cortes causarão prejuízo na memória coletiva da nação, que culminará para falta de senso crítico. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. para isso, é imprecindível que o Estado venha a oferecer mais concursos públicos para todas as áreas de humanas, a fim de valorizá-la. Paralelamente, é importante que as redes de televisão se mobilizem em seus programas para conscientizar a população da necessidade de se conhcer o passado. Assim, se consolidara uma sociedade mais crítica e justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.