A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 31/03/2022

Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu ao longo de suas obras a “Teologia do Traste”, que consiste em dar valor às situações normalmente esquecidas ou ignoradas. Nesse viés, no curso da lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, reconhecer a tamanha desvalorização das ciências humanas no Brasil de- corrente da notória indiferença estatal ocasionando, consequentemente, a desestima dos ofícios relacionado às ciências humanas.

Primordialmente, é necessário destacar que, o Estado é um dos principais colaboradores da depreciação das ciências humanas sendo, o mesmo, indiferente à sua generosa contribuição à evolução da humanidade. Nesse contexto, vale fazer menção ao período das grandes navegações que agregaram significativamente devido à radical transformação da visão histórica da humanidade, ampliando consequentemente conhecimentos geográficos e culturais ao homem, sendo um dos muitos elementos para a sociedade ser o que é atualmente.

Em consequência disso, a desestima e estigmas associados aos ofícios relacionados as ciências humanas crescem exponencialmente . Nesse viés, de acordo com o Ministério da Educação, é evidente que ocorra corte de gastos referente aos investimentos na área das ciências humanas, ocasionando a redução no valor salarial dos profissionais do campo e por conseguinte a base de apoio para a cultura do preconceito já firmado no meio social em relação a área supramencionada acima, desmerecendo a sua importância na construção e atual manutenção da sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses. Cabe ao Ministério da Educação, responsável pela elaboração e execução da política nacional de educação, realizar por meio de projetos aprovados por lei a garantia do reconhecimento e importância das ciências humanas, com a finalidade de minimizar a desvalorização da área perante a sociedade e do valor salarial dos profissionais vigentes e a garantia dos futuros.