A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 13/03/2022
Segundo o político britânico Winston Churchill, aqueles que não aprendem com a história estão fadados a repeti-la. Tal frase ressalta a importância de compreender o passado, principalmente pelo estudo e análise da história. Entretanto, o estudo das áreas humanas é atualmente umas das mais desvalorizadas no currículo brasileiro, normalmente sendo interpretadas como matérias menos técnicas. Além de tal fator diminuir a importância dos empregos deste setor, tal prática enfraquece a cultura e o conhecimento de um país, facilitando a possibilidade que práticas e ideologias invalidadas se legitimizem.
Portanto, a falta de valor que tais conhecimentos possuem no Brasil é causado pelo fato que, ao contrário das áreas de Ciências Exatas e Biológicas, os conhecimentos humanos requerem uma interpretação maior, ao invés de se apresentarem como fatos inquestionáveis. Por esta causa, empregos mais técnicos não exigem este conhecimento, causando a falta de interesse. Isso se evidencia, no Brasil, pelas notas exigidas pelos cursos de graduação. Áreas como Medicina e Engenharia tendem a possuirem mais concorrência do que História e Geografia.
Entretanto, conhecimentos históricos e sociais, mesmo não sendo técnicos, possuem um valor extremo. A validação de idéias como o totalitarismo e o racismo se perpetuam em populações que não conhecem seus perigos, o que exige o estudo sociológico e histórico. A Alemanha, por exemplo, enfatiza o aprendizado sobre os horrores do nazismo para lecionar seus cidadãos sobre sua ameaça.
Por tais motivos, é essencial que medidas sejam tomadas para tornar este ensino relevante. Para isso, o Ministério da Educação -a quem se responsabiliza o estudo destas matérias-, deve coordenar visitas escolares e universitárias a museus e centros históricos, a fim de incentivar o estudo em gerações mais recentes. Além disso, faz-se necessário que o Ministério da Cidadania -encarregado de questões culturais- promova documentários e filmes históricos, sejam eles nacionais ou internacionais, a fim de conscientizar a população sobre o passado e evitar a alienação.