A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 29/03/2022
A Filosofia por muitas vezes é dita como a mãe de todas as ciências, tendo sido a matriz da matemática, ética, epstomologia, direito, etc. Contudo, seu valor vêm sendo questionado em tempos recentes junto com outras ciências humanas. Esta desvalorização pode ser ligada ao fato de essas áreas do conhecimento estarem sendo usadas como base e meio para a aplicação de pautas de interesse.
Mesmo a Filosofia e outras ciências humanas tendo sua origem de tempos antigos, alguns de seus ramos os quais mais são debatidos atualmente, como a política e a existência do homem, tiveram grande desenvolvimento a partir do Iluminismo e seus pensadores. Esse desenvolvimento das ciências humanas foi acomonhado do nascimento do liberalismo, das revoluções, do secularismo e de um amplo relativismo moral e cultural.
A matriz e o histórico das ciências humanas apresentam um papel de subversão das instituições e valores tradicionais, causando uma percepção de viés nas competências e ofícios desses ramos do conhecimento. O que perpetua essa imagem negativa das ciências humanas, principalmente para grupos tradicionais da sociedade, é o constante uso dos estudos e da autoridade científica para legitimar formas de desmembramento de estruturas tradicionais e avanços de agendas malignas para o ideal de sociedade livre e saudável.
Portanto, as ciências sociais experienciam uma desvalorização crescente devido a seus expoentes usarem os campos de atuação como artifício político para cumprimento de interesses. A expansão do debate e da liberdade de expressão, baseadas em informações descentralizadas e distribuídas, diversificariam as discussões tanto esporádicas quanto acadêmicas que envolve as ciências humanas, o que resultaria em uma diminuição da desvalorição, pois as ciências humanas não seriam vistas como uma massa de pensamentos subverssivos, mas sim uma área de amplo debate no meio intelectual.