A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 25/03/2022
A desvalorização das ciências humanas no Brasil
A ciência é de extrema importância na preservação da vida em todo o mundo. A varíola, por exemplo, foi responsável por epidemias mortíferas ao longo da história e, somente em 1798, o médico britânico Edward Jenner foi capaz de desenvolver uma vacina para essa doença. E graças a ciência, em 1980, a doença foi finalmente declarada erradicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Embora a ciência tenha se mostrado eficaz ao longo dos anos, assim como no combate à epidemias como a varíola, na contemporaneidade a comunidade científica enfrenta diversos problemas. No Brasil as circunstâncias não são diferentes, pois já que a ciência nacional precisa lidar com a falta de recursos e o corte no investimento público. Primeiramente, é essencial destacar a falta de recursos como um dos principais problemas que inibem o desenvolvimento científico no Brasil. Essa carência, de acordo com o site G1, tem resultado na paralisação de laboratórios nacionais, prejudicando a formação de novos pesquisadores, que poderia ocorrer mais avanços para a saúde da população, podendo ajudar todas as classes sociais. Em acréscimo, o corte no investimento público agrava ainda mais a situação dos cientistas no país.
Em 2019, o governo anunciou o congelamento de 42% das despesas de investimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. De acordo com Marcos Pontes, o corte afeta o orçamento que estaria defasado em 30% para o Centro Nacional de Vacinas. Por consequência de tal medida, reflete a desvalorização que a ciência enfrenta no Brasil, assim como a falta de reconhecimento por parte da população sobre seus direitos no ramo da saúde. Entende-se, portanto, a obrigação do governo federal investir mais nos ramos da ciências humanas, com o desenvolvimento de pesquisas, estudos e novos projetos científicos. É importante que cortes de gastos para equilibrar as contas públicas não sejam feitos em cima do Ministério da Ciência e Tecnologia, e sim em privilégios estatais e esquemas de corrupção. Dessa forma, a ciência terá maior visibilidade e as universidades públicas e empresas de pesquisas poderão continuar trabalhando no futuro do país.