A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 20/03/2022
Erroneamente, há a intensa desvalorização das ciências humanas no Brasil, uma vez que é por meio delas que se têm o conhecimento e entendimento do funcionamento da sociedade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é necessário analisar a ausência de investimento e os estigmas socias aos saberes antropológicos.
Primordialmente é válido salientar, que nos últimos anos houveram drásticas reduções nos orçamentos dos departamentos de humanas. Por exemplo, o ministro da educação de 2019, afirmou que verbas destinadas aos cursos de filosofia e sociologia, seriam redirecionadas paras as áreas que geram recursos imediatos. O que é incoerente, visto que a filosofia foi quem deu origem e espaço para o surgimento e desenvolvimento das ciências exatas, ou seja, possibilitou a criação das profissões que são super valorizadas. O sociólogo Pierre Bordieur estabeleceu a violência simbólica, normatização de condições injustas ou ações agressivas, o que lastimavelmente influência bastante em diversos âmbitos da sociedade brasileira.
Isso é perceptível pela associação de adjetivos cruéis e preconceituosos aos indivíduos relacionados as ciências sociais, como “vagabundo”, sem futuro, maconheiro, suicidas e outros. A lógica Bourdiuerense, juntamente com a teoria do sociólogo Erving Golffman acerca do estigma social, situação em que indivíduo está inabilitado para a aceitação social plena, retrata a infeliz conjuntura a qual profissionais das ciências antropológicas estão submetidos no Brasil. Outrossim, é preciso também apontar que esse preconceito de uma parcela da população ocorre pelo fato das ciências sociais não possuírem função utilitária.
Frente a tal problemática, faz-se urgente, pois, que o Ministério da Economia, no papel de gestor econômico federal, junto com a esfera pública, crie um plano orçamentário desenvolvimentista por meio de reuniões e acordos, a fim ampliar os investimentos ao que concerne as ciências humanas. Em relação aos estigmas sociais é preciso que por meio de propagandas e palestras, o MEC, cujo é responsável por mudanças na educação, a fim de mostrar a importância das ciências humanas. E assim viabilizar o crescimento equitativo do Brasil.