A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 25/03/2022

O estabelecimento da razão, da geometria e da química foram, inicialmente, entendidos por filósofos, como Aristóteles, Pitágoras e Demócrito, o que evidencia a intrínsica relação entre filosofia e conhecimento científico. Contudo, hodiernamente, a desvalorização das ciências humanas mostra-se uma problemática no Brasil. Sendo assim, para que haja a reversão do quadro é impreterível a investigação das causas originais que contribuem para a prosperidade do imbróglio.

Deve-se pontuar, de início, que tal área do conhecimento tem como princípio a autonomia intelectual, a crítica e a reflexão o que incomoda a elite ideológica. Acerca disso, é nítida a tentativa governamental de desmoralizar a história, a geografia e a sociologia, por exemplo, quando o presidente Jair Bossonaro, diz que “os investimentos devem ser voltados para áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como veterinária, engenharia e medicina”. Sob esse prisma, a postura do administrador do Executivo visa influenciar os indivíduos a desacreditar na relevância desse assunto.

Ademais, vale destacar que as disciplinas sociais são produto da carência de saberes sobre as as consequências da Revolução Industrial, no século XIX. Sobre isso, destaca-se as ideias de Èmile Durkhien e de Karl Marx, que dedicaram suas pesquisas à análise dos fenômenos antropológicos, como o suicídio e a consolidação das novas relações de trabalho, defendendo uma ótica diferenciada e sistemática no que tange as mudanças na comunidade. Desse modo, faz-se premente, pois, a adoção de ações interventivas para impedir a continuidade do complexo óbice.

Verifica-se, portento, diante do cenário respectivo a desvalorização das ciências humanas é indiscutível a tomada de medidas resolutivas. Logo, acabe ao Ministério da Educação, criar a obrigatoriedade do ensino das humanidades no Nível Médio e Fundamental da escolaridade, por meio de um projeto federal de incentivo a invetigação da função desses ensinamentos, desenvolvidas organizadamente por profissionais formados. Assim, se tornará possível a valorização do aprendizado, bem como, a promoção da autonomia cognitiva dos cidadãos.