A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 31/03/2022
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1989, adaptou o lema ‘‘Ordem e progresso’’ não só para a bandeira nacional brasileira, mais também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Infelizmente, entre eles destaca-se a desvalorização das ciências humanas no território nacional, um problema recorrente no Brasil. Essa realidade se deve, principalmente, à inoperância estatal e à alienação social.
Primeiramente, é de se notar que a inoperância estatal potencializa a desvalorização das ciências humanas no Brasil. Esse contexto de inoperância das esferas do poder exemplifica os pensamentos do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presente na sociedade, todavia sem cumprirem sua função social com eficiência. Sob isso, devido à baixa atuação do Estado nas ciências humanas, ocorre a iminente desvalorização na área e de seus profissionais. Nessa perspectiva, para completar a teoria do polonês, a mudança dessa realidade torna a ação do Estado imprescindível.
Em segundo lugar, outro fator influenciador é a alienação social. Segundo o instituto Ipros Mori, o Brasil já foi considerado o país mais alienado do mundo, o fato é que a falta de conhecimento da população acerca da importância das ciências humanas no Brasil assusta, visto que a desinformação é a principal causa. Assim, é urgente que a informação sobre o tema seja popularizada.
Diante dos fatos supracitados, nota-se os desafios relacionados à desvalorização das ciências humanas no Brasil. Logo, o Estado deve levar informação acerca do tema, por meio de propagandas televisivas e campanhas nas grandes mídias sociais como Facebook e Instagram, para que os cidadãos comecem a se interessar mais a respeito do tema, assim inibindo gradativamente a desinformação e a desvalorização em volta da área.