A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 07/04/2022
O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman retrata, em sua obra “Modernidade Líquida”, a fluidez das relações sociais e a rapidez na maneira como as pessoas transformam seus estilos de vida. De maneira análoga a isso, a desvalorização das Ciências Humanas no Brasil impacta a longo prazo no comportamento social. Nesse primas, destacam-se dois aspectos importantes: a precarização do conhecimento individual e o preconceito.
Em primeiro plano, evidencia-se que a diminuição do foco junto com os investimentos nas áreas sociais desde a escola até o ensino superior impacta o indivíduo, principalmente aqueles que se encontram em classes menos favorecidas, na formaão de sua própria opinião sociocultural. Segundo o portal “Hoje em dia”, o combate generalizado ao ensino das ciências humanas proporciona um grande aumento na manipulação social, principalmente aos mais jovens. Dessa forma, percebe-se que as ciências humanas colaboram diretamente para a construção de uma sociedade democrática e sua ausência coloca em aberto formas de dominação social.
Outrossim, é notório que não apenas a falta de investimentos afeta as ciências humanas no Brasil, mas também o preconceito social com essa área, como se o indivíduo que cursa uma faculdade de humanas está sem fazer algo útil e com baixa remuneração futuramente. Para o renomado filósofo prusso Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nota-se, a partir disso, que a sociedade deve acabar com o preconceito contra as áreas sociais, pois sem elas, a democracia que assegura todos os direitos indivíduais e coletivos está em risco.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar o apoio do estudo e aplicação das ciências humanas. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, promover e estimular o conhecimento dessas áreas, por meio de maiores investimentos na educação básica e superior, a fim de que as ciências humanas recebam a infraestrutura devida para seus ensinos. Somente assim, o Brasil concederá a sua população a oportunidade de escolher qual área quer cursas sem que o preconceito e a infraestrtura atrapalhe a decisão.