A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 18/04/2022

A desvalorização das ciências humanas no Brasil ainda é um assunto pouco discutido em vista da importância do tema para o conhecimento sobre a sociedade em geral. A “idade das trevas” por exemplo foi um período da idade média em que a filosofia e a ciência foram fortemente reprimidas, o que caracterizou por muitos anos, a estagnação do avanço científico. Os cortes nas verbas destinadas à ciência são apenas um dos problemas que assolam esse ramo no Brasil. A falta de inves-timento na pesquisa é outro motivo que atrapalha consideravelmente o desenvol- vimento deste setor.

É importante entender que a ciência é nosso futuro, nosso presente e nosso passado. Assim, ela é a responsável pela nossa compreensão do que somos, de on-de viemos e para onde iremos. Por isso, o investimento em pesquisas se torna de extrema necessidade para uma sociedade com tantos problemas sociais como a brasileira. Em um cenário de grandes mazelas sociais, é importante compreender que o desenvolvimento científico anda de mãos dadas com o desenvolvimento so- cial de um país. Logo, cortes na ciência são cortes diretos a longo prazo na popula- ção.

É considerável destacar o limitado conhecimento da comunidade brasileira a a-cerca da relevância da pesquisa. De acordo com o presidente da Fundação de am-paro à pesquisa do estado de Minas Gerais (Facemig) o estado tem potencial no de- senvolvimento de ciência e tecnologia, mas precisa avançar em relação à divulga-ção e aplicação dos impactos positivos dos projetos para o cidadão. Essa situação se estende por todo território brasileiro sendo imprescindível a aproximação da co- munidade científica á população.

A desvalorização da ciência é particularmente nociva quando os recursos públi-cos para a pesquisa e desenvolvimento de ciência e tecnologia tornam-se cada vez mais escassos porém o investimento nesse setor deverá aumentar notadamente para se obter um bom resultado. A outra solução plausível é o acompanhamento dos recursos liberados a ciência para que não sejam desviados e para que não aja cortes de verbas.