A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 20/04/2022
No que tange à Constituição Federal, estão garantidos direitos básicos de acesso à saúde, à educação e à segurança. Entretanto, levando-se em conta os constantes ataques às ciências humanas no Brasil, em parte pelo governo atual e seus apoiadores e consequentemente pela população em geral, torna-se improvável que tais direitos sejam, de fato, cumpridos. Medidas públicas, tomadas por órgãos dirigidos por profissionais que compreendem a importância dessas questões, são urgentes.
Primeiramente, nota-se o desconhecimento da população sobre sua própria história. Frases como “não existe racismo no Brasil” e “não foi Golpe de 1964, mas revolução”, denunciam tamanha ignorância no que se diz respeito à memoria da nação. O Brasil, entre 2002 e 2015, realizou um excelente trabalho acerca dos direitos básicos. Para que família recebesse o antigo Bolsa Família, as crianças deveriam estar matriculadas e tendo boa frequência escolar e, para tal, deveriam ainda estar com a vacinação em dia. Essas medidas foram tomadas pelos Ministros que, naquela época, entendiam o passado brasileiro, onde havia epidemias fatais, juntamente com o analfabetismo, a pobreza extrema e a fome.
Em segundo lugar, atualmente, O Presidente da República, Jair M. Bolsonaro, profere ataques às minorias, aos povos originários e a todos aqueles que têm opiniões divergentes às suas. Não coincidentemente, a função das ciências humanas é desenvolver o senso crítico, a sensibilidade às atrocidades cometidas na história anteriormente e nos dias atuais e, principalmente, a questionar. Por essa razão, torna-se vantajoso à ele que desacredite daquilo que contém respaldo científico, como as vacinas etc., além de governar com aqueles que não têm dimensão do Brasil, citando-se o Ministro do Meio Ambiente que sugeriu “passar a boiada” acerca das leis ambientais na Amazônia. Questões como essas influenciam e marcam a história de toda uma população carente de informação.
Por conseguinte, empressa-se a urgência em adotar políticas públicas que valorizem a educação gratuita e de qualidade, impulssionadas por políticos atentos à história e às demandas brasileiras. Cabe também aos jovens, que tiveram acesso à educação, a promoção aos debates entre colegas e familiares sobre a mesma.