A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 06/05/2022
Segundo Kant, “a educação forma o homem”. No entanto, nos dias atuais, essa idealista educação proposta pelo autor é cada vez mais particionada, tendo uma prioridade intrínseca nos conteúdos exatos. Ademais, através dessa “priorização”, as ciências humanas são cada vez menos ensinadas em escolas, não distribuindo o conhecimento inerente das disciplinas. Logo, vale analisar os fatores que intensificam a problemática, como a mudança de pensamento da atual geração e a ignorância dos mesmos.
Em primeira análise, há uma mentalidade acelerada por parte dos jovens atualmente. Com a Segunda Revolução Industrial, diversas tecnologias foram introduzidas e aprimoradas. Do mesmo modo, durante as atuais décadas, meios midiáticos foram modificados abundantemente por conta da alta acessibilidade aos computadores e celulares. Portanto, por conta do alto consumo de conteúdos rápidos produzidos recentemente, o cérebro jovial se habituou à impaciência, sendo incapaz de focar durante longos períodos de tempo e consequentemente deteriorando o conteúdo lecionado.
Em segunda análise, a maioria dos estudantes não compreendem os reais ensinamentos das disciplinas humanas. Matérias como matemática e física, por exemplo, projetam uma trajetória óbvia e objetiva, oferecendo oportunidades como trabalhar com computação, astronomia e engenharia. Paralelamente, o objetivo final do estudo de disciplinas como história pode ser incerto, causando um desinteresse nos alunos.
A partir do exposto, devem ser tomadas medidas para atenuar a problemática. O Ministério da Educação deve promover incentivo para os alunos através de uma adaptação da forma de ensino, utilizando da tecnologia e brincadeiras interativas com o intuito da maior absorção. Com isso, a visão de Kant de seres humanos formados por excelente educação seria concretizado.