A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 08/05/2022
A Contituição Federal de 1988,documento jurídico mais importante no país,prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a desvalorização das ciências humanas no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise,deve-se ressaaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desvalorização.Nesse sentido,é evidente que as ciências humanas são de extrema importância, sem elas não entenderiamos nada, segundo a cientista política Danielle Allen.Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que o Governo Federal não investe como deveria.Segundo o presidente “a funão do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte , ensinando para os jovens a leitura,escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família.“Diante de tal exposto, precebe-se que o Governo Federal não quer investir nas ciências humanas.Logo,é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreeende-se,portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos.Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação invista financeiramente em projetos acadêmicos com a finalidade de valorizar as ciências humanas no Brasil.Assim, se consolidará umasociedade mais rica culturalmente, onde o Estado desempenha coretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.