A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 23/05/2022

No documentário “Brasil Ciência”, a obra retrata a importância das pesquisas brasileiras em âmbito internacional, como as pesquisas contra o câncer e o HIV (Vírus da Imunodeficiência). Em vista disso, a curta metragem demonstra a necessidade de investimento nesta área, uma vez que, a desvalorização da ciência no país vem crescendo demasiadamente. Sendo assim, é necessário a redistribuição e a equiparidade de capital entre as alas do Estado e a valorização da ciência como contribuição para o crescimento do país, para que assim o Brasil se desenvolva e colha seus próprios frutos.

Em primeiro plano, de 2014 a 2018, o investimento para pesquisas no país caiu de 8,4 bilhões para 2,7 bilhões de reais, além da nota oficial declarando o corte de 50% das bolsas de pesquisas até agosto de 2019, segundo o portal G1. Logo, a justificativa dada pelo Estado e o enfrentamento de uma grave crise, porém, em 2017, 10 bilhões foram gastos em salários de funcionários públicos acima do teto salarial constituído, além de 1,6 bilhões de reais em regalias e auxílios, de acordo com o jornal BBC. Sendo assim, nota-se que a ciência sofre uma desvalorização moral e econômica devido a má distribuição de capital.

Em razão disso, o país vem perdendo cientistas e projetos que poderiam gerar grandes desenvolvimentos ao país, diferentemente da Índia que também faz parte do grupo de países emergentes e investiu massivamente em computadores e softwares e atualmente é uma referência mundial em tecnologia, segundo o portal EXAME. Ademais, o Estado não deve tratar a ciência como um gasto, mas sim um investimento que contribui para vida social e econômica do país. Logo, enquanto não houver valorização, os profissionais migram para países que patrocinam suas pesquisas, de acordo com a BBC.

Portanto, cabe ao Ministério de Ciência e Tecnologia, junto ao Governo Federal, por meio da equidade da distribuição de renda entre Ministérios, desconcentrar a renda estatal de certos órgãos, como da Câmara de Deputados e do Poder Judiciário, para que essa verba possa ser destinada a novos projetos e, assim, valorizar os cientistas nacionais. Cabe também ao Ministério da Educação, por intermédio de um projeto incentivarem jovens a formação cientifíca.