A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 25/05/2022

Fica evidente a necessidade de se discutir sobre a desvalorização das ciências humanas no Brasil. Embora diversos avanços sejam perceptíveis em nossa sociedade, ainda existem diversas lacunas. Consoante ao reitor da Universidade de Shiga, “a retirada dos investimentos nas ciências humanas, é um ato irracional” e entre esses equívocos estão a desvalorização de cursos nas áreas de humanas e a valorização de cursos em áreas de exatas.

Ainda que diversos avanços sejam perceptíveis, é nítida a discrepância entre as ciências humanas e exatas. Somente no Brasil existem mais de 600 mil engenheiros graduados e cerca de 170 mil alunos formados em sociologia e filosofia. Tais dados comprovam que o Brasil se tornou um país onde as ciências humanas são claramente desvalorizadas, ocasionando uma brusca diminuição dos postos de trabalho para engenheiros e gerando um “deficit” na busca de candidatos para vagas de empregos relacionadas a cursos nas áreas das ciências humanas.

Entretanto, muitos problemas dificultam a resolução desse impasse. Um grave problema seria a falta de investimentos do estado em áreas de humanas. Segundo o Presidente Jair Bolsonaro, “o objetivo do estado é focar esses investimentos em áreas que consideram de retorno imediato, como Veterinária, Engenharia e Medicina” e anunciando uma descentralização de investimentos em faculdades de filosofia e sociologia. Tais citações comprovam que não somente a sociedade, mas como o governo desvaloriza as ciências das humanas.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver a desvalorização das ciências humanas no Brasil, e que o estado deve prover investimento de modo que tais cursos e profissões sejam mais valorizadas no país. Somente assim a desvalorização das ciências humanas diminuirá bruscamente.