A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 01/06/2022

No livro “Utopia” de Tomas More, é retratado um ambiente no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que, a desvalorização das ciências humanas, representa um obstáculo para uma nação alienada e passiva como a brasileira. Nesse sentido, a nossa cultura de “aceitação” e a passividade são vistos como pilares da chaga.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como o “desprezo” para com as ciências humas é uma ocorrência atual. Além disso, é por causa dessa bolha sociocultural que a alienação é formada: ao presenciar o crescimento gradativo e frequente da supervalorização de áreas como T.I em detriemento das humanas, as pessoas tendem a habituar-se a ele. De acordo com a escritora francesa Simone Beuvoir, viver-se em uma realidade firmada no senso comum, em que o conhecimento po-pular, adquirido pela observação e repetição de questões, forma esteriótipos. Para-lelamente, percebe-se que o indivíduo, inserido nesse panorama, é condicio-nado a padronizar a falta de interesse na área de humanas como um fato cotidiano e normal, seguindo alienado e sem tomar medidas que visem mudar o atual estado.

Além disso, nota-se uma considerável passividade da população. Conforme a “A-titude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel - que ocorre quando o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deve-ria dar atenção. Sob esse prisma, entende-se que, ao analisar a permanência do determinismo e da falta de interessa da população em ciências humanas, o ser hu-mano inclina-se a adotar essa “Atitude”, tornando-se passivo e inerte com a problemática.

Portanto, é fundamental que a desvalorização de áreas tam importantes como história, filosofia, literatura… Seja atenuado. Para isso, a União, apartir do Ministério da Educação deve incentivar o interesse dos jovens na área de humanas, apartir de publicidades nos meios de comunicação, que visem demonstrar a importância que tal área teve na conjuntura do que entendemos hoje como “Mundo civilizado”, como, pro exemplo, as idéias de aristóteles que são usadas até hoje na formação do Estado. Somente ssim, será possível combater o problema e obter um local como na “Utopia” de More.