A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 20/07/2022
Na obra “O Grito” de Edvard Munch, mostra alguém em uma ponte em total desespero. As razões de agonia dos personagens são um mistério, porém esse mesmo sentimento pode ser atribuído a maioria dos brasileiros diante da desvalorização das ciências humanas no Brasil. Tal fenômeno social que tanto atinge a sociedade, se deve, a um Estado ainda incipiente no que se refere a garantia das necessidades públicas e a uma sociedade pouco mobilizada no sentido de contribuir para a solução do problema.
A princípio, é evidente a indiligência governamental, afirmando com o sociólogo brasileiro João Angel Fantini quando discorre, em sua obra “Raízes da Intolerância” a cerca de questões da atualidade que são frutos das raízes coloniais eurocêntricas, uma delas seriam a falta de educação que é garantia do Estado. Essa afirmativa, retoma a pintura “Velho Enstristecido”, de Van Gohg, a imagem é de um completo desespero que se assemelha a situação atual em que o Estado deixa a população, desamparadas pela falta de sabedoria social e humanizada.
Ademais, deve-se ressaltar a falta de mobilização social diante de tal problema, pois há uma redução significativa de recursos nas faculdades de ciências humanas, segundo o G1, dificultando ainda mais a população ao acesso desse conhecimento. Contudo, o desinteresse da população está não só em, elitizar cargos específicos, menosprezando e diminuindo o interesse de ciências que contribuem para a formação de outras mas também, tangênciar o trabalho do sociólogo Florestan Fernandes, que tanto trabalhou para o reconhecimento da sociologia enquanto ciência. Logo, é explícita a necessidade de intervenção.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, responsável pela educação do país, por meio do governo no qual promova palestras e ventos para incentivo do conhecimento de valores e sociais, a fim de combater a ignorância do país. Assim, teremos uma sociedade mais adequada.