A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 16/06/2022

Na antiguidade não se existia a categorização do conhecimento como é conhecido atualmente, por áreas, de modo que, muitos estudiosos acabavam por adentrar em mais de uma área do conhecimento. Nessa perspectiva, se tem Pitágoras, o qual se considerava filosofo, todavia auxiliou em muitos conhecimentos matemáticos. Dessa forma, demonstra-se que mesmo que os conhecimentos estejam catalogados de maneira diferente, são complementares.

Por esse prisma, pode-se considerar as ciências como um todo complementares, visto que, os conhecimentos gerados em uma área, são usados em outra. Por essa ideia, pode-se analisar a disciplina de engenharia, a qual não saberia os danos causados a sociedade e ao meio ambiente, sem os estudos de diversas áreas das ciências humanas e de naturezas, como o direito e biologia. Desse modo, percebe-se a necessidade dos estudos de uma área para o funcionamento de outra, de tal forma que torne as duas igualmente essenciais e necessárias para o avanço da sociedade.

Ademais, no Brasil o descaso com as ciências humanas não vem somente da população em geral, mas até do Governo, o qual demonstrou favoritismo por um setor da educação em detrimento de outro. Nesse sentindo, analisa-se a figura do líder do poder executivo, o presidente, o qual em seu “Twitter” comenta sobre buscar áreas que deem retorno imediato ao contribuinte, se referindo as de natureza e exatas. Portanto, analisa-se a incoerência não só dos brasileiros, mas do chefe de estado, o qual desvaloriza uma ciências em relação a outra. De forma que, acabe por retroceder a épocas anteriores a da Grécia, visto que, nela já valorizava a ciência indiscriminadamente.

Por fim, visando a diminuição da desvalorização das ciências humanas no Brasil, cabe aos órgãos de ensino, os quais tem o poder de influência desde da infância, conscientizar sobre a complementariedade das disciplinas. Essa conscientização pode ser feita por meio de campanhas e palestras que envolvam e enfatizem as diferentes áreas do conhecimentos envolvidas para a ocorrência da aula, assim visando demonstrar que, não se tem uma relação de competição entre as disciplinas, mas sim de cooperatividade.