A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 27/06/2022

Desde a primeira revolução industrial no século 18 a produção de mercadorias e o modelo de produção ditaram o estilo de vida e os modelos de educação em todo o mundo. Neste sentido, para os burgueses, que depois deste período se tornaram a classe dominante, é interessante moldar o sistema educacional para estimular o que lhes beneficia. Deste modo, o sistema educacional do Brasil, refletindo uma máxima global, vem desincentivando o estudo da área de humanas seja para alienar a população sob seu sistema político ou seja para adequa-las ao capitalismo.

Em primeiro plano faz se importante ressaltar que, principalmente após a Revolução técnico-científica, no século 20, a pesquisa científica se tornou o produto mais valorizado do mercado. Desta maneira, para o sistema educacional é interessante que os alunos que se formem estejam adequados aos interesses do mercado. Assim sendo, há atualmente uma supervalorização das ciencias exatas e biológicas, já que economicamente tem um potencial muito maior de retorno financeiro através das suas pesquisas, em detrimento das ciências humanas, que apesar de tão importantes quantos as outras, não geram a mesma receita.

Ademais, no sistema político atual, para os agentes que estão no poder torna-se extremamente interessante que o eleitorado seja manipulável e alienado. Neste contexto, ao sucatear o sistema de eduacação e principalmente matérias como história, filosofia e sociologia os políticos tornam os cidadãos em desenvolvimento do seu país suscetiveis aos seus ideais mesmo que não seja o melhor para quem vota. Neste panorama, assim como cita o filósofo Imanuel Kant: “O homem não é nada além do que a eduacação faz dele”, no momento atual estão se formando homens influênciaveis.

Desta maneira torna-se mister que o Estado tome as medidas cabíveis para reestruturar o sistema educacional brasileiro. Urge que o Governo Federal, através do Ministério da Educação instituam no ensino médio uma carga horária maior de aulas de ciências humanas, para que assim, os alunos brasileiro tenham seu censo crítico aflorado e fortalecido. Assim preparando melhor o seu cidadão para o futuro e não apenas o jogando para se encaixar no sistema.