A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 05/07/2022
No documentário “Brasil Ciência”, a obra descreve a importância da pesquisa brasileira em nível internacional, como as pesquisas sobre câncer e HIV (vírus da imunodeficiência). Diante disso, este curta-metragem traz à tona a necessidade de se investir na área, pois a cada ano cresce a desvalorização da ciência no país. Nesse sentido, é preciso redistribuir e equilibrar o capital entre as duas alas do país e a “concentração cerebral” do país para que o Brasil possa se desenvolver e colher seus frutos.
Em primeiro plano, de 2014 a 2018, o investimento para pesquisas no país caiu de 8,4 bilhões para 2,7 bilhões de reais, além da nota oficial declarando o corte de 50% das bolsas de pesquisas até agosto de 2019, segundo o portal G1. Em virtude disso, a desculpa dada pelo Estado é que o território está passando por uma grave crise, porém, apenas em 2017, 10 bilhões foram gastos em salários de funcionários públicos acima do teto salarial constituído, além de 1,6 bilhões de reais em regalias e auxílios e 4 bilhões de lucro do primeiro semestre de 2018 do banco estatal BNDES, de acordo com o jornal BBC. Dessa maneira, percebe-se que a ciência sofre uma desvalorização moral e econômica por causa da má distribuição de capital, a qual beneficia quem menos precisa.
Entende-se, portanto, que cabe ao Ministério de Ciência e Tecnologia, junto ao Governo Federal, por meio da equidade da distribuição de renda entre Ministérios, desconcentrar a renda estatal de certos órgãos, como da Câmara de Deputados e do Poder Judiciário, para que essa verba possa ser destinada a novos projetos e, assim, valorizar os cientistas nacionais. Cabe também ao Ministério da Ciência e Tecnologia, junto ao Ministério da Educação, por intermédio de um projeto de patrocínio de pesquisas dentro das universidades, proporcionar desde a formação dos estudantes apoio para se tornarem cientistas dentro do próprio país e evitar a fuga de cérebros.