A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 02/08/2022
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da pouca valorização das ciências humanas. Isso ocorre devido ao ritmo de vida acelerado e ao egoísmo da população. Logo, é imprescindível que essas mazelas sejam resolvidas para a plena harmonia entre as áreas do conhecimento.
Primeiramente, o ritmo de vida acelerado das pessoas acentua a desvalorização da área de Humanas. Segundo a jornalista Eliane Brum, em sua tese " Exaustos, correndo e dopados", os indivíduos precisam produzir 24 horas por dia, não reparando no que ocorre ao seu redor. Nesse sentido, por estarem alienadas, as pessoas não refletem acerca dos problemas que as cercam, como a pouca visibilidade das ciências humanas que, por não trazerem um retorno imediato ao contribuinte, são pouco valorizadas. Por exemplo, um filósofo têm a função de refletir acerca da natureza de todas as coisas, que é importante para o entendimento do povo sobre aquilo que está a sua volta, porém, a remuneração para isso é pequena, por não ser algo que gere ganhos imediatos à nação, então, com salários baixos, é gerado desinteresse em atuar nesse tipo de profissão.
Além disso, o egoísmo da população impede que esse assunto seja resolvido. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, em sua teoria “Modernidade Líquida”, os indivíduos são egoístas e só se preocupam com seus interesses pessoais. Assim, as áreas mais reconhecidas são as de exatas e biológicas que, por trazerem um retorno financeiro maior, têm mais aderência das pessoas em atuar em profissões desse tipo, não se importando com a escassez gerada na área de humanas. Consequentemente, por ter menos adeptos, não é cobrado do poder público condições melhores para esses proficionais, como salários maiores, e, é formada um povo que não consegue evoluir socialmente pela ausência de reflexão.
Portanto, é necessário que o Governo realize campanhas de conscientização sobre a importância das ciências humanas. Dessa forma, essas campanhas ocorreriam nas redes sociais, como Instagram e Facebook, e abordariam o porquê dessa pouca valorização e a necessidade de mudar essa realidade. Efetivamente, a fim de tornar menos desigual as oportunidades nas diferentes áreas do conhecimento.