A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 19/08/2022
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta Drummond de Andrade, observa-se que a sociedade, ao longo do seu desenvolvimento, encontra obstáculos que impedem o progresso. Atualmente, um dos principais obstáculos enfrentados é a desvalorização das ciências humanas no Brasil - causada pelo penamento extremamente capitalista e que tem como consequência a formação de um fato patológico.
A princípio, é imperioso notar que a necessidade de constante produção do sistema capitalista contribui para a construção de uma percepção equivocada acerca das ciências humanas. Sob essa ótica, a sociedade entende que apenas as ciências exatas auxiliam nos processos de produção e as ciências humanas seriam, por esse motivo, inúteis. Sendo assim, visto que o pensamento capitalista não leva em consideração a importância de se estudar as ações e o conhecimento dos seres humanos, fazem-se necessárias medidas que resolvam o problema.
Como consequência da depreciação desse saber, tem-se a criação de uma fato social patológico. Seguindo essa linha de raciocínio, segundo o sociólogo Émile Durkheim, um ambiente patológico, em crise, não favorece o progresso coletivo. Assim, já que são as ciências humanas que estimulam o pensamento crítico em relação à sociedade em volta, sem elas o progresso coletivo fica notoriamente estagnado (fato social) pois o indivíduo não conhecerá o contexto em que está inserido e as condições de que depende.
Em suma, a desvalorização das ciências humanas faz com que perdure um sistema corrompido que prejudica os cidadãos. Dessarte, a fim de erradicar a origem da adversidade, o MEC deverá promover políticas públicas que, por meio de palestras e campanhas, conscientizem a população sobre a fundamental importância dessas ciências para a sociedade. Espera-se, assim, que uma das grandes pedras no meio do caminho dos brasileiros seja removida.