A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 26/08/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, hodiernamente, os veículos de mídia, têm ressaltado a problemática da desvalorização das Ciências Humanas, por parte do Estado, dentro do processo do ensino em escolas, o que dificulta, desse modo, universalização desse direito tão importante. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Conforme Nicolau Maquiavel no livro, O Príncipe, para se manter no poder o Governo dispõe-se à incumbência de operar e ter como objetivo o bem universal. No entanto, essa máxima se rompe essa à medida que o Estado, que deveria ser o grande promotor de meios para formar cidadãos conscientes, tende a desvalorizar o ensino das ciências humanas as quais focam em entender o comportamento humano, da sociedade e os fenômenos sociais abrangentes em diferentes momentos cronológicos.

Ademias, é fundamental apontar que, com esse tipo de atitude, não apenas o próprio cidadão é prejudicado, mas sim, toda a homeostase da esfera coletiva social. Assim, o Estado além de não cumprir a sua função com eximia responsabilidade, de contribuir para a formação de cidadãos maduros e prudentes; vai contra a garantia de um direito civil fundamental: a segurança e harmonia social.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC), promova nas escolas e faculdades ou por meio de publicidades, nos canais de comunicação, rodas de conversa, debates e palestras sobre a dimensão da importância de se estudar as ciências humanas para formação de cidadãos conscinetes. O engajamento deve ser direcionado para pais, alunos e toda a comunidade afim de desenvolver um senso crítico a respeito desta problemática. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação da justiça.