A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 29/08/2022

De acordo com o historiador Heródoto devemos “Pensar no passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. Incontestavelmente é isso que as ciências humanas fazem, mesmo sendo muitas vezes desvalorizadas, já que o tabu de que elas não contribuem na atualidade está enraizado na mente das pessoas. Entretanto, o fato é que essas áreas são importantes não só para o estudo do passado, mas também para que no futuro, antigos erros não sejam executados, além de servir para o entendimento da motivação das ações de cada um.

Indubitavelmente, as ciências humanas permitem que a sociedade entenda sucessão de escolhas que encaminhou o povo para a era atual. Como disse Heródoto, só é possível entender o presente e mudar o futuro conhecendo o passado. Isso demonstra, portanto, que com a desvalorização das ciências humanas, o mundo irá desencadear uma série de ações sem entendimento, que resultarão em um futuro não evoluído e até mesmo pior do que o presente, por conta da falta de conhecimento da sociedade.

Outrossim, as ciências humanas são importantes pois mostram os erros passados, para que, então, a população não os cometa mais futuramente. Segundo George Santayama, “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Dessa forma, somente há evolução dos atos, quando há também uma profunda avaliação deles, já que com isso os erros são mostrados, com a ajuda das ciências humanas, tendo, assim, a chance de serem mudados no futuro.

Portanto, é necessário que o governo invista nas ciências humanas ao invés de desvalorizá-las, por meio da criação de programas que tornem a área mais atrativa, como por exemplo, com o aumento de salário feito pela doação de patrocinadores. Assim sendo, a população passará a valorizar esses trabalhos, resultando em mais prestígio e procura nos cursos, de modo que a população, em conformidade com a frase de Santayama, não deixará somente de repetir seus erros passados, mas também terá seus atos evoluídos no futuro.