A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 05/09/2022

O estudo das ciências humanas como mecanismo de transformação

A história, geografia, sociologia e filosofia são áreas do conhecimento que certamente estão presentes nas sociedades humanas desde os primórdios. Só para ilustrar, a filosofia se originou na Grécia Antiga com os Pré-Socráticos e desde então têm sido o principal mecanismo de transformações políticas e sociais da humanidade. Entretanto, apesar da importância das ciências humanas para a formação do corpo social, o sistema educacional brasileiro atualmente está sucateando o ensino destas matérias nas escolas e universidades com o propósito de impedir a formação do senso crítico da população.

Portanto, segundo o sociólogo Max Weber, a desvalorização das humanidades é uma ferramenta de Dominação Legítima Legal porque ocorre por meio de um contrato social que permite com que o Estado controle as Instituições de Ensino e detenha o monopólio da força. Por analogia, a falta de incentivos na educação das ciências humanas consiste em uma forma de alienar os indivíduos, uma vez que ao estudar as matérias que compõe este campo, os estudantes podem formar suas próprias opiniões políticas e entender as transformações ocorridas na sociedade.

Além disso, de acordo com uma pesquisa publicada pelo Centro Paulo Freire de Estudos e Pesquisas, cerca de 60% da população acredita que o estudo das ciências humanas nas escolas é desnecessário e deve ter sua carga horária reduzida. Desse modo, fica evidente a forma como a sociedade valoriza apenas as matérias de exatas na educação básica e posteriormente na escolha profissional dos alunos. Aliás, na maioria das escolas muitos alunos que possuem dificuldade em matemática, física e química são subestimados no mundo acadêmico.

Em suma, é de extrema importância que o ensino das ciências humanas seja mais valorizado no país pois é por meio desse que temos a formação de indivíduos mais humanizados. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve investir uma parte das verbas destinadas ao setor educacional nos cursos de humanidades das universidades públicas e federais como forma de incentivar a graduação e as pesquisas. Além disso, o Ministério da Economia (ME) deve agir em conjunto com as empresas para a criação de vagas de emprego para os profissionais da área.