A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 13/09/2022

Já afirmava Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Nessa perspectiva, percebe-se a necessidade de um ensino de qualidade que possa florescer nas pessoas um senso crítico, gerando assim mudanças no contexto social. No entanto, não é o que se percebe, tendo em vista o cenário de desvalorização das ciências humanas e de sua importância para o pensamento humano, ora pela lenta mudança na mentalidade social, ora pelo baixo investimento nessas áreas educacionais.

Sob esse viés, destaca-se o pensamento coletivo como um agravante. Para Émile Durkheim, o fato social são valores que transcendem o indivíduo, exercendo controle sobre ele. Seguindo essa linha de pensamento, pode-se relacionar a problemática a essa teoria filosófica, onde as pessoas seguem alienadas ao fato de que as ciências humanas não possuem importância como qualquer outra área educacional. Desse modo, evidencia-se assim a necessidade de meios que busquem transformar essa mentalidade precária.

Outrossim, faz-se necessário ressaltar o investimento governamental precário nas áreas humanas. O governo instituído pelo atual presidente Jair Bolsonaro foi marcado pela diminuição de verbas em setores de grande importância como a educação, principalmente no campo da ciência social. Com isso, ressalta-se a importância de uma autoridade que se preocupa com a instrução de qualidade da população, independentemente dos âmbitos educacionais que se situam.

Urge, portanto, a providencia de meios para solucionar a situação. Logo, faz-se essencial que educadores sociais promovam a realização de palestras educacionais, com o objetivo de erradicar o pensamento social atual que desvaloriza as ciências sociais. Além disso, é necessário que o governo federal busque trazer um aumento na verba direcionada a instrução populacional, em especial ao campo das humanidades, para que haja assim a devida valorização à essa esfera educacional.