A desvalorização das ciências humanas no Brasil

Enviada em 16/10/2022

Nas escolas brasileiras, geralmente, entende-se que o termo “Nerd” é assimilado à pessoas que possuem um bom desempenho estudantil. Entretanto, tal assimilação só é feita quando os estudantes são de exatas. Dito isso, é nítido que desde o inicio da vida acadêmica os méritos para as matérias de humanas não são devidamente reconhecido, além de não haver um grande incentivo Governamental a tal área.

Primordialmente, é um fato que as escolas brasileiras valorizam bem mais um grande feito na área de exatas. Nesse sentido, uma grande conquista nas matérias de humanas não possuem a mesma validação estudantil. Analogo a isso, tem-se o “Termo de Adesão” da Universidade de São Paulo, que exige uma nota mínima maior em exatas na maioria dos cursos, mesmo que seja voltado para humanas. Dessa forma, crescemos em um sistema educacional que reprime nossas aptidões intelectuais a fim de seguir uma antiga tradição sociocultural.

Além disso, é notório que essa prática se mantém até mesmo no Governo Federal. Nesse âmbito, quando falamos de investimento e ampato ao setor de humanas quase não se tem registros. Exemplo disso, há a alta aplicação de capital publicitário por parte do Ministério da Educação em propagandas para promover a Olímpiada Nacional de Matemática, enquanto as olímpiadas de humanas dependem na maioria das vezes da divulgação interescolar de cada estado. Logo, como não há incentivo, os alunos não possuem interesse em se aprofundar na área, fortalecendo ainda mais a desvalorização.

Portanto, entende-se diante do exposto, a real necessidade de que o Estado crie ações governamentais capazes de valorizar a área de humanas nas escolas. Sobretudo, cabe também as escolas reconhecerem que cada aluno possui sua aptidão individual a aprender determinadas matérias. Somente assim, o quadro será amenizado e haverá na sociedade os “Nerds” de humanas.