A desvalorização das ciências humanas no Brasil
Enviada em 01/11/2022
Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, sem conflitos e problemas. A partir dessa perspectiva, é possível observar que a realidade contemporânea brasileira se distancia desse ideal, visto que, a desvalorização das ciências humanas no país é um empecilho para o desenvolvimento social. Nesse paradigma, os principais propulsores desse contexto são: a compactuação social e a falha educacional.
Sob esse viés analítico, o meio social brasileiro estigmatiza a área de ciências humanas. Nesse paradigma, Michael Focault, filósofo do século XX, em seu conceito de Normalização, salienta que há na sociedade a repetição de comportamentos sem a reflexão crítica. Dessa maneira, o tecido social perpetua a noção errônea que essa área do conhecimento não é importante para o desenvolvimento da União. Logo, a compactuação social contribui para a desvalorização das humanidades.
Em segunda instância, a falha educacional potencializa essa conjuntura. Esse cenário decorre assim como pontuou Immanuel Kant, filósofo alemão, que destaca que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nessa perspectiva, a indiligência para com a área de humanas é nocivo para a democracia, haja vista que, tais matérias ensinam sobre ética, moral, direitos e deveres perante a sociedade. Por isso, para o progresso do país, é imprescindível combater a falha no processo educacional.
É evidente, portanto, a necessidade de reivindicar a valorização da área de humanas no Brasil. Por isso, os veículos midiáticos, haja vista que são de abrangência nacional, devem ensinar a sociedade, por meio de campanhas que incentivem o estudo das ciências humanas, a sua relevância para o desenvolvimento social. Ademais, cabe às instituições escolares, promoverem maior interação dos alunos com as aulas de humanas e assim, ampliar suas capacidades sociais. Desse modo, o ideal de More, será, de fato, uma realidade no país.