A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 27/03/2021

A constituição federal de 1998, documento jurídico mais importante do país prevê em seu artigo 5, o direito a igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira analise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o desprestígio do voluntáriado. Nesse sentido, de acordo com o sitio G1 “a diminuição do voluntariado se tem dado em decorrência da baixa atuação governamental”. Essa conjuntura,segundo as ideias do filósofo contratualista Jonh Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social", já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a igualdade, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a baixa escolaridade em decorrência do voluntariado. De acordo com a revista veja 10% das pessoas contribuem com o voluntarismo possui o ensino superior completo já os outros 5% possuem o ensino incompleto. Diante de tal exposto, é evidente a configuração do ensino na atual problemática. Logo, é inadmissivel que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescíndivel que o Poder executivo por intermédio de campanhas e da televisão crie projetos que estimule o voluntariado a fim de construir uma sociedade mais igualitaria. Assim se consolidará uma sociedade mais humana onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke