A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 04/03/2021
Com a aderência do capitalismo, a sociedade passou a prezar mais pelo acúmulo de capital e êxito pessoal, em detrimento do bem-estar geral e, por isso, se torna, gradualmente, incapaz de se colocar no lugar do outro. Dessa maneira, o trabalho voluntário, prestação de serviços sem beneficiamento em troca, fica em desvalorização no Brasil. Logo, é crucial apontar a perda dos valores éticos e morais como pilares para a perpetuação dessa problemática e outras relacionadas às relações sociais.
A princípio, cabe ressaltar a desilusão por país sem princípio básicos. Desse modo, há a desmotivação em ajudar o próximo pela decepção do meio em que vive. Para confirmar, segundo pesquisas do Datafolha, em 2018, cerca de 96% dos entrevistados afirmam vivenciar o machismo, enquanto 30% já sofreu preconceito social. Nessa lógica, é preciso combater atitudes de falta de empatia no país da diversidade, para orgulhar as pessoas em ajudar no progresso da pátria.
Nessa perspectiva, é vital debater acerca da desvalorização dos trabalhos voluntários, motivados pela falta do sentimento de pertencimento da nação. Desse modo, esse desapontamento incentiva práticas como corrupção e agressões físicas e verbais. Para contextualizar, é precioso citar o ideal do chanceler alemão Bismark, “A política é a arte do possível”. Contudo, o sistema político brasileiro falha na arte de introduzir incentivo às ações voluntárias que denotariam estima ao país.
Portanto, é imprescindível que o governo proporcione campanhas com voluntários pelo progresso do Brasil, por intermédio de financiamentos, de forma a direcionar verbas da infraestrutura e homenagiar os voluntários. Ligado a isso, a mídia e as escolas, difusoras de informação devem conscientizar o povo quanto a gentileza e a importância de ajudar sem benefícios em troca, por intermédio de brincadeiras educativas e dabates. Assim, o Brasil será reflexo de união e afeto.