A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 05/03/2021
No filme “Amor Sem Fronteiras” é retratada a vida de Sarah Jordan, uma mulher americana que decide dedicar-se a trabalhos humanitários em países da África. Certamente, esse cenário é raro e escasso de se ver na sociedade atual, devido a grande desvalorização dessa ação no Brasil. Nesse contexto, pessoas que necessitam de ajudas e doações saem prejudicas, uma vez que os cidadãos não de voluntariam para proporcionar o bem. Dessa forma, é premente analisar os principais fatores que influenciam nessa problemática: o individualismo presente na população brasileira e a negligência ou ineficiência estatal.
A priori, é indubitável que sentimentos egocêntricos e individuais são grandes causas para essa falta de humanidade no país. Nessa perspectiva, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, divulgados pelo IBGE, aproximadamente 4% da população brasileira, apenas, realizam trabalhos voluntários. Com isso, fica perceptível que grande parte dos indivíduos não se importam com o próximo e são falhos em relação ao altruísmo. Assim, consequentemente pessoas não recebem ajudas e continuam passando por necessidades desnecessárias.
A posteriori, vale ressaltar a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema judiciário brasileiro, a qual assegura uma sociedade justa e solidária como direito inerente a todos. Entretanto, torna-se válido perceber que esse direito não é respeitado e colocado em prática no país, uma vez que o próprio Estado apresenta enorme falta de cuidado e atenção sobre atividades humanitárias. Por conseguinte, há um desincentivo sobre a população para realizar ações afetuosas, o que é de extremo peso para essa adversidade da desvalorização ocorrer.
Em suma, é essencial ações solutivas que visem atenuar ou erradicar esses grandes causadores do problema na sociedade. Portanto, faz-se necessário que os cidadãos brasileiros, principais agentes causadores da desvalorização do trabalho voluntário, desenvolvam a empatia, por meio da conscientização individual, para que o sentimento individualista não seja mais um fator influente. Outrossim, é importante que os Governos Estaduais, organizações de significáveis autoridades e influências no Brasil, promovam campanhas educativas para os indivíduos, por meio da disponibilização de verbas, para que a população seja mais incentivada a praticar atividades humanitárias e, assim, todos sejam coletivamente solidários.