A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 05/03/2021

Bauman, filósofo e sociólogo polonês, apresenta uma teoria de sociedade líquida, a qual as relações sociais são marcadas pela fluidez e pela inconstância. Sob esse viés, pode-se afirmar que as pessoas demonstram-se menos afetivas e mais individualistas. Dessa forma, há uma desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, visto que se trata de uma prática não remunerada e sem retornos e recompensas materias.

Em primeira análise, constata-se que em um país onde mais de 50% dos trabalhadores recebem até um salário mínimo, as pessoas possuem como prioridade seus gastos e questões pessoas. Nesse sentido, não se sentem atraídas para contribuir em uma prática social, na qual não receberam um retorno financeiro. Ademais, o voluntarismo também se enfraquece devido a falta de um apoio coletivo em uma mesma ação, o que impossibilita  uma maior visibilidade e incentivo.

Em segunda análise, destaca-se negligência por parte do governo, uma vez que não dão atenção e o impulso necessário para estimular as pessoas a praticarem o trabalho voluntário. Além disso, a falta de políticas públicas e investimento, afeta diretamente na desvalorização da ação social, pois muitas pessoas deixam de participar por falta de verbas.

De acordo com o exposto, pode-se concluir que cabe ao Governo Federal- órgao responsável pelo bem-estar da população- em parceria com a mídia,  por meio de notícias, propagandas e reportagens, incentivar as pessoas a tomarem iniciativa de contribuir para o voluntariado. Além disso, é de extrema importância que seja criado  ONG, sob custos do governo, para unir pessoas com o mesmo propósito de ajudar o próximo, mas que não possuem condições. Essas ações tem como finalidade valorizar o trabalho voluntário e atribuir à ele mais visibilidade na mídia e no meio social.