A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 03/08/2021
No Brasil contemporâneo, é evidente a segregação social nos centros urbanos, como, por exemplo, na cidade de São Paulo, esse local que é o maior centro econômico do país e, em diversas avenidas, estão pessoas em situação de rua ao lado da elite. Nesse âmbito, evidencia-se a importância do trabalho voluntário para auxiliar esses indivíduos desabrigados. Dessa forma, destacam-se desafios, sendo esses a falta de conhecimento e o egoísmo.
Em primeiro lugar, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, de modo geral, conforme a escolaridade aumenta, maiores as chances do cidadão ser um voluntariais em ONGs. Dessa maneira, é notável que o desconhecimento, advindo de um Ensino Básico precário, dificulta a popularização das ONGs, já que, muitas vezes, não são apresentadas as crianças e aos jovens. Assim, fica claro como o entrave é um fruto estrutural do sistema de Educação.
Ademais, segundo Émile Durkheim e sua teoria do fato social, os padrões comportamentais se perpetuam entre a população. Sob tal perspectiva vale analisar o egoísmo, esse que causa q indiferença quanto a situação do outro, podendo ser exemplificado em uma relação familiar, na qual os pais são passivos ao se depararem com populações carentes nas ruas, consequentemente, no futuro, seus filhos tendem a ser também. Logo, o comportamento é um agravante para as instituições voluntariadas.
Depreende-se, portanto, que a ausência de conhecimento e o egoísmo estão intrinsecamente relacionados a desvalorização do trabalho voluntário. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as ONGs, promover eventos escolares para apresentação das ações e como elas salvam vidas ao redor do país, além de mostrar as diversas formas de ajuda, por exemplo: doações de agasalho, de comida, de dinheiro e de trabalho presencial. Por fim, será possível, ao longo do tempo, aumentar a valorização da participação voluntária em serviços sociais e, também, reduzir o egocentrismo do homem.