A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 24/03/2021
A filosofia aristotélica postula a dualidade entre o bem coletivo e o individual, buscando sempre sua harmonia. Entretanto, se comparado a realidade brasileira contemporânea, é possível ver um alarmante desequilíbrio social, no qua a exclusão do sentimento coletivista corrobora para uma sociedade individualista. Assim, tal fenômeno constata-se na redução do números de trabalhadores voluntários, processo ocasionado por um preconceito instituido na base familiar e a falta de conscientização e incentivo por parte de um governo estruturalizado pelo capital.
A princípio, convém destacar a mentalidade preconceituosa a respeito do trabalho voluntário enraizada em muitas famílias. Sobre essa óptica, observa-se a inversão de valores presente na hierarquia familiar, que vincula o auxilio aos mais abastardos com a ideia de bancar pessoas oportunistas e seus vícios, fazendo dessa não-diferenciação como a principal razão para a banalização do movimento voluntário,caracterizando um exemplo da teoria da carnavalização de Bahktin. Logo, nota-se uma grande parcela da população menos favorecida prejudicada pela falácia posicionada desde a menor idade, cuja problemática continuará a ser passada para as futuras gerações.
Outrossim, torna-se válido pontuar a ineficácia governamental em promover as dinâmicas volutárias através do território nacional. Nesse viés, é necessário destacar a forte influência do capitalismo predatório, que ao mesmo tempo beneficia as classes ricas e exclui da economia as massas mais pobres instituindo uma dicotomia paradoxal que não gera o auxilio entre classes, e sim o seu conflito, fato representado na teoria do marxismo. Com efeito, o gorverno acaba desincentivando a força voluntária por girar em torno de uma política ecônomica que beneficia o lucro e ,portanto acarreta a diminuição da esfera de infuência de movimentos de cunho social.
Infere-se , por conseguinte, as medidas que urgem de ser tomadas para alterar esse panorama citado. Ciente dessa problemática, cabe ao Governo Federal em conjuntos de ONGs incentive o voluntarismo, por meio da aquisão de centros de ajuda que serão destinados a conscientizar a população sobre a importâcia de tais atos, quebrando o paradigma infundado e terão a função de fornecer abrigo , comida àqueles nessecitados. Dessa forma, uma comunidade que creça por meio da solidariedade ao próximo e que busque o equilíbrio proposto por Aristóteles deixará de possuir um caráter utópico .