A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 26/04/2021

Segundo o sociólogo Robert Putnam, a participação popular é diretamente relacionada à resolução dos problemas sociais. No entanto, durante a pandemia do Covid-19, a desvalorização do trabalho voluntário apenas intensificou os aspectos negativos do Brasil, como a desigualdade social. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse caso.

Convém ressaltar, a princípio, a falta de visibilidade da importância em ajudar o próximo no corpo social. No filme “O amor é contagioso” de 1998 enfatiza que, além da ciência, é necessário a compaixão, atenção e amor para salvar uma vida. Todavia, diferente da ficção, a carência de publicidade de novos trabalhos voluntários gera empecilhos à sociedade, como a ausência de máscaras para indivíduos que moram na periferia que, infelizmente, acabam sendo mais infectados pelo vírus Sars-Cov2.

Consoante o IBGE, o altruísmo entre os cidadãos aumenta conforme a escolaridade. Logo, é evidente que não há o cumprimento da Constituição de 1988 por parte do Governo brasileiro uma vez que o mesmo não garante as necessidades básicas para as pessoas, como uma educação de qualidade. Nesse silogismo, com a carência de conhecimento entre a população, a desvalorização do voluntariado fica mais evidente a cada ano que passa. Dessa forma, torna-se urgente uma mudança na postura governamental.

Em suma, cabe ao Ministério da Educação aliado às escolas públicas promoverem atividades práticas que enfatizem o altruísmo, como visitar orfanatos e fazer gincanas com as crianças, com o intuito de ensinar, de uma maneira descontraída, um pouco sobre o trabalho voluntário para que no futuro as próximas gerações se interessem mais em auxiliar o outro brasileiro. Além disso, por meio dos estudos, os jovens teriam mais clareza sobre o voluntariado, sendo este o primeiro passo para uma transformação social no Brasil.